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Rede Pública de Saúde avança no tratamento oncológico e consolida Sergipe como referência na área

Recentemente, o Huse realizou um procedimento inédito de transplante ósseo microcirúrgico em uma paciente pediátrica diagnosticada com Sarcoma de Ewing

Publicada em 22/05/26 às 05:18h - 24 visualizações

por SECOM/SE


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 (Foto: ERICK)

Sergipe vive um grande momento no tratamento de doenças oncológicas. Recentemente, a Rede Pública de Saúde estadual alcançou um novo capítulo com a realização de um procedimento inédito de transplante ósseo microcirúrgico no Hospital de Urgências de Sergipe Governador João Alves Filho (Huse). A intervenção, realizada em uma paciente pediátrica de 9 anos diagnosticada com Sarcoma de Ewing, amplia as possibilidades de tratamento oncológico e reforça a capacidade do estado em realizar cirurgias de alta complexidade.

 

O sarcoma de Ewing é um tipo raro e agressivo de câncer, que se desenvolve principalmente na região dos ossos. O procedimento foi conduzido por equipes médicas da unidade, especializadas em Oncologia Ortopédica e Microcirurgia Reconstrutiva, lideradas pelos médicos Adonai Barreto e Alex Franco. A cirurgia teve duração de 12 horas e evitou a amputação de uma perna da paciente.

 

O ortopedista Adonai Barreto destacou a abordagem reconstrutiva como diferencial do procedimento, permitindo a preservação do membro. "Enquanto em décadas passadas o tratamento para tumores desse porte frequentemente resultava na perda do membro, a técnica microcirúrgica foca na preservação. Esse tipo de abordagem visa o tratamento do câncer com a preservação do membro acometido, ou seja, evitar a amputação e garantir qualidade de vida ao paciente", salientou.

 

Técnica microcirúrgica

 

O médico Alex Franco explicou que o procedimento foi realizado em etapas. Na primeira, houve a retirada do tumor localizado na tíbia da perna esquerda. Em seguida, foi feita a reconstrução com um osso da fíbula da perna direita da própria paciente, por meio de microcirurgia. “A técnica de microcirurgia é utilizada para transportar a pele, os músculos, ossos, de um lugar do paciente para o outro para fazer alguma reconstrução”, detalhou, permitindo inclusive a reconexão de vasos sanguíneos e garantindo a circulação dos tecidos.

O especialista destacou que o método é mais complexo que o enxerto tradicional, pois exige a ligação de vasos muito pequenos, o que aumenta as chances de sucesso funcional. “Os membros terão uma melhor função do que se adotar outras técnicas”, afirmou, ressaltando o impacto na qualidade de vida. Já o ortopedista Adonai Barreto avaliou que o procedimento coloca Sergipe em um novo patamar na rede pública, especialmente no tratamento de crianças, destacando que “essa técnica representa não apenas a cura da doença, mas a chance de manter a integridade física e o desenvolvimento motor preservados”.




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